É boa a hora para comprar imóveis nos EUA


Para os brasileiros de menor renda, o frango se tornou um famoso símbolo do Plano Real. O aumento do poder de consumo na época, entretanto, foi muito mais abrangente. Assim que 1 real começou a valer mais que 1 dólar, os mais abastados puderam realizar sonhos como a primeira casa própria nos Estados Unidos. Cidades como Miami foram invadidas por brasileiros endinheirados ávidos por seu lugar ao sol. Esse movimento esfriou com as sucessivas crises brasileiras dos anos seguintes, mas, desde 2009, o que se observa é uma segunda onda de investimentos no mercado imobiliário americano. Uma conjunção de três fatores tornou os preços convidativos e levou à retomada desse movimento quase uma década e meia depois: dólar desvalorizado, crise nos EUA e alta dos imóveis no Brasil.

Em Miami, há oportunidades de compra que já não são mais encontradas em bons bairros de São Paulo ou Rio de Janeiro. Um apartamento de 145 metros quadrados no prédio da foto ao lado sai hoje por 125.000 dólares. O imóvel de dois dormitórios e uma vaga de garagem está localizado em Del Prado, próximo ao Aventura Mall, um dos shoppings preferidos dos brasileiros na cidade. Já um imóvel novo de mais alto padrão localizado no centro da cidade fica mais caro, mas ainda assim acessível. Um apartamento localizado no prédio da foto logo abaixo, com 105 metros quadrados e dois dormitórios, custa 300.000 dólares.

Em bairros como Vila Nova Conceição, Vila Olímpia, Itaim, Leblon ou Ipanema, imóveis semelhantes por esse preço são coisas do passado. É por esse motivo que, entre os estrangeiros, os brasileiros são o segundo povo que mais compra imóveis na Flórida atualmente, segundo pesquisa da imobiliária Fortune International. Os preços ficaram atrativos devido ao estouro da bolha do mercado imobiliário americano em 2008. Segundo o S&P/Case-Shiller Home Price Indices, índice que mede a variação dos preços dos imóveis em 20 grandes cidades americanas, os valores cobrados atualmente estão em média 30% mais baixos do que a máxima histórica observada em 2006.

O movimento de queda dos preços tem algumas explicações. O principal é a redução da oferta de crédito. Durante os primeiros anos da década passada, bancos irresponsáveis ofereciam crédito imobiliário a quem tinha um emprego, mas não renda suficiente para pagar as prestações. Os empréstimos exigiam zero de entrada. A economia dos EUA crescia a todo o vapor e animava os consumidores a se arriscar e tomar mais e mais dívidas. A demanda artificial levou a uma alta de preços que incentivava as incorporadoras a lançar novos empreendimentos. A engrenagem girou até que veio a crise do subprime, e todos os pilares que sustentavam esse mercado em alta ruíram como um castelo de cartas.

Fonte: Portal Exame.

2 Responses so far.

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